UTM Rápido

UTM para Google Ads: manual vs automático

·7 min de leitura

A vantagem (e a armadilha) do auto-tagging

O Google Ads tem um recurso chamado auto-tagging que está ativo por padrão. Quando ativado, o Google adiciona automaticamente um parâmetro gclid (Google Click ID) a cada URL clicada.

Esse GCLID permite que o GA4 reconheça automaticamente que o tráfego veio do Google Ads, de qual campanha, grupo de anúncios e até qual palavra-chave. Tudo isso sem você configurar nada.

Soa perfeito. E para muitos casos, é.

Mas há uma armadilha: o GCLID só funciona dentro do ecossistema Google. Se você usa outras ferramentas de análise — Mixpanel, Hotjar, sistemas de CRM, plataformas de e-mail, BI — o GCLID não passa informações para elas. Você fica cego fora do Google Analytics.

GCLID vs UTM Manual: quando usar cada um

Use somente auto-tagging (GCLID) quando:

  • Você usa exclusivamente o Google Analytics 4
  • Não precisa comparar dados com outras plataformas
  • A conta é simples, com um gestor e um cliente

Use UTMs manuais quando:

  • Você usa outras ferramentas além do GA4
  • Precisa de uma convenção unificada com Meta Ads para comparação cross-channel
  • O cliente tem sistemas de CRM que leem parâmetros de URL
  • Você quer mais controle sobre como os dados aparecem no Analytics

Use os dois em paralelo quando:

  • Quer o melhor dos dois mundos: dados completos no GA4 via GCLID + compatibilidade com ferramentas externas via UTM

ValueTrack Parameters: UTMs dinâmicos do Google

Se você vai usar UTMs manuais no Google Ads, conheça os ValueTrack Parameters — variáveis que o Google substitui automaticamente no momento do clique.

Os mais úteis:

ValueTrackO que retorna
{campaign}Nome da campanha
{adgroupid}ID do grupo de anúncios
{keyword}Palavra-chave que acionou
{matchtype}Tipo de correspondência (e/p/b)
{device}Dispositivo (m/t/c)
{network}Rede (g/d/yt)

Template recomendado para Google Ads

Use este modelo no campo "Modelo de acompanhamento" (nas configurações da campanha ou da conta):

{lpurl}?utm_source=google&utm_medium=cpc&utm_campaign={campaign}&utm_content={adgroupid}&utm_term={keyword}

O {lpurl} é substituído pela URL de destino do anúncio. Os outros valores são preenchidos dinamicamente pelo Google no momento do clique.

Como configurar passo a passo

Opção 1: Modelo de acompanhamento (recomendado para contas maiores)

1. No Google Ads, vá em Configurações da conta → Configurações de URL da conta

2. Em "Modelo de acompanhamento", cole o template acima

3. Clique em "Verificar" para testar

4. Salve

Isso aplica o modelo a toda a conta automaticamente.

Opção 2: UTM manual em cada anúncio

1. Acesse o anúncio específico

2. No "URL final", adicione os parâmetros após o ?:

utm_source=google&utm_medium=cpc&utm_campaign=nome_campanha

3. Use valores fixos e padronizados

Dúvidas frequentes

Posso usar UTM manual e auto-tagging ao mesmo tempo?

Sim. O GCLID e os UTMs coexistem na URL sem conflito. O GA4 processa os dois.

Se eu sobrescrever utm_source com outro valor, o GA4 ainda atribui ao Google Ads?

Sim, desde que o auto-tagging esteja ativo e a conta do GA4 esteja vinculada ao Google Ads. O GCLID garante a atribuição.

Devo usar o mesmo padrão de UTM do Meta Ads?

Sim. Ter a mesma convenção nos dois canais facilita a comparação no GA4 e nos relatórios que você entrega ao cliente.

Conclusão

Para contas simples com apenas GA4: auto-tagging é suficiente. Para agências que gerenciam múltiplos clientes com ferramentas diversas: UTMs manuais com ValueTrack dão mais controle e flexibilidade. Na dúvida, use os dois.

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